Shura
no michi é o caminho da guerra levado ao extremo. Shura é um termo para
designar um guerreiro extremamente preparado capaz de violência extrema
no campo de batalha.
Shura
no michi é a mais elevada essência do Bujutsu, das Artes da Guerra e
era o nome dado a um seleto grupo de guerreiros do antigo Japão. Havia
uma lenda que dizia que Guerreiros tinham pesadelos com Demônios e demônios por sua vez tinham pesadelos como os Shuras.
Nossa
escola tem origens remotas que transcendem as raízes samurais ou
shinobis (ninjas) do Japão, por isso seus membros em seus corações não
se consideravam nenhum deles mesmo que por vezes atuassem como tais.
Eles eram tidos como Shuras, indivíduos que se preparavam para a guerra e
abarcavam em si o maior volume marcial possível, dominando todos os
campos do combate.
Para tanto os membros de tais grupamentos
familiares eram treinados desde cedo nas artes da guerra e chegando a
certa idade recebiam a incumbência de iniciarem sua jornada o Shura no
michi. Jornada esta que os levavam muitas vezes além do Japão rumo ao
continente asiático e outros pontos do desconhecido onde buscavam por
batalhas não buscando vangloriar-se mas sim elevar seus conhecimentos
marciais para que quando retornassem para casa pudessem contribuir para a
elevação de seu grupo de seu povo. Foi assim que se desenvolveu nosso
sistema de BUJUTSU, uma verdadeira ARTE DE GUERRA que não possui dogmas
ou fronteiras e não encontra paralelo em nada ou ninguém.
Dentre
estes guerreiros que eram conhecidos pelo povo por Shuras e que
denominavam a si mesmos como Tatsujin (povo do Dragão), alguns se
destacaram e marcaram a arte tão profundamente que os estudamos até os
dias de hoje. São eles:
MAKATO: Lendas contam que Makato foi o
primeiro Tatsujin. Foi dele que tudo se originou. Makato teria sido um
guerreiro que viveu a mais de 2.500 anos no antigo Reino de Yamato, onde
hoje é o Japão e por isso muito é vago sobre sua vida. Nesta época o
hoje Japão estava dividido em vários "reinos" menores onde alguns destes
reinos mantinham relações com o grande continente asiático.
É
relatado em nossa escola que Makato viveu grande parte de sua vida em
meio a região onde hoje é a China e lá teria aprendido muitos sistemas
de guerra que acabara levando ao Japão, na época Yamato quando do seu
Retorno. Estas técnicas primam pela circularidade e eficiência na
colocação de pancadas, torções quedas e outros elementos e hoje são
treinadas a partir do Nível Joden de nossa escola. Mas a maior
contribuição de Makato não fora suas técnicas de guerra mas sim o
conhecimento sobre a mente e espírito que ele adquirira que lhe
permitira abrir as portas do Shin Rei Kai tanto para ele quanto para
outros que o sucederam.
Fonte: http://tenshikan-war.blogspot.com.br/2012/12/tatsujin-e-o-shura-no-michi-makato.html
Brazilian Aikijujutsu
segunda-feira, 6 de maio de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Saudação alongamento condicionamento Básico
Bem pessoal, aqui mais um video sobre o aikijujutusu. e desta vez trago um vido que mostra a saudação, alongamento e condicionamentos básicos. É necessário um bom alongamento e aquecimento para evitar algum tipo de lesão ou trauma muscular, um bom treino se inicia na saudação.
Espero que curtam mais esta lição.
Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=3jouLiVvlJ0
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
ESTÁGIOS DO TREINAMENTO
Dentro
do treinamento de artes marciais os alunos passam por alguns estágios
que definem em que pontos da trilha estão, são eles:
1. Keiko
Significa
treinar. Este é o estágio em que usamos repetições mais lentas para a
construção dos movimentos de base de um estilo, neste ponto analisamos
cada golpe detalhadamente vendo cada uma de suas partes e detalhes,
compreendendo como as técnicas trabalham em uma situação da luta. Com
esta prática, o deshi inicia o entendimento de vários itens que serão
muitos úteis no futuro, como guarda, postura, distancia e ângulos de
ataques. Não existe uma relação de tempo entre cada um destes itens pois
eles são usados golpe a golpe, mas podemos tentar dizer que no geral
uma boa postura e atitude é conseguida quando o aluno se torna Uchi
deshi
2. Tanren
Significa
forjar, construir, o que fazemos com muito trabalho duro e suor, e em
muitas horas de dedicação; onde entendemos como sermos suaves e
resistentes ao mesmo tempo. Aqui descobrimos quais são os atributos de
um guerreiro superior, “irremovivel como a rocha, fluido como água, rápido como o vento , destrutivo como o fogo e com a mente no vazio”.
O aluno treina duramente desligando-se de tudo a sua volta e então sem
ter que se preocupar com a exatidão dos movimentos, estes começam a se
tornar corretos e eficazes e assim o aluno finalmente inicia o processo
de associar a técnica na raiz de sua alma.
3. Renshu
Neste
nível aperfeiçoamos aquilo que sabemos pela prática continuada do keiko
e tanren. Moldamos também o espírito daquele que normalmente já tem
algo a ser moldado e damos a ele altivez. Após este estágio, muitas
vezes aparentemente nossas técnicas se tornam mais suaves, parecendo ser
menos eficazes - mas nosso poder esta então no KI e não na força
puramente muscular. E assim iniciamos um novo caminhar dentro de nosso
destino.
Esses
são os caminhos que percorremos em nosso treinamento, mas isso é apenas
o começo de uma trajetória que se feita com coragem nos levará ao
Kazentai.
Fonte: http://tenshikan-war.blogspot.com.br/2007/11/os-estgios-no-treinamento-marcial.html
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
["Comporte-se"]: Existe espaço para o conceito de autoestima na Psi...
["Comporte-se"]: Existe espaço para o conceito de autoestima na Psi...: Autoestima é um conceito gerado na psicologia que, por sua vez, foi facilmente incorporado à linguagem cotidiana. Como diversos outros con...
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
KATANÁ - A ESPADA DA MORTE
Kataná (a espada japonesa) é o mais nobre dos instrumentos guerreiros e antigamente só podia ser manejada pelo samurai, sendo proibido seu uso pelos mercadores e camponeses. Ela ficava presa à cintura, do lado esquerdo do corpo, com o corte virado para cima. Geralmente usava-se um par de espadas, o daishô (pequena e grande) - uma com 60 a 90 cm de comprimento (kataná) e a outra de 30 a 60 cm (wakizaki).
"Um fio tão delicado como uma navalha, tão forte como a quilha de um arado", é a definição do kataná feita por Laerte Ottaiano, especialista brasileiro em espada japonesa. Não só a lâmina, o acabamento também tinha que atingir a perfeição, através da habilidade dos ferreiros e dos laqueadores. A empunhadura e a bainha (saya) eram cobertas e decoradas com desenhos sofisticados. Entre a lâmina e o cabo ficava a guarda (tsuba) para aparar os golpes e proteger as mãos. A partir do século XVI passaram a ser feitas por artesãos especializados e também se transformaram em objetos de arte. As tsubas geralmente tinham uma abertura central que unia a lâmina com a empunhadura. Outras tinham mais duas aberturas para o kazuka (empunhadura do kogatana, pequena faca) e o kogai que se acredita, originalmente teria sido usado para arrumar o cabelo sob o elmo. A fabricação dessa arma sempre foi um segredo de cada artista. Geralmente, além do processo de purificação do minério de ferro, o material era temperado com dois ou três metais para produzir uma lâmina super-resistente. A espada japonesa tem a forma elegantemente curva desde o período Heian (794-1191) e, por séculos, foi a principal arma de luta. Com a introdução das armas de fogo no século XVI, pouco a pouco ela foi se restringindo aos eventos cerimoniais. Com o desaparecimento da classe samurai, a partir da restauração do poder imperial (1868), as espadas se transformaram em objeto de arte sendo disputadas por colecionadores, mas o código moral dos samurais (Bushidô) continua vivo na maneira de agir e pensar dos nipônicos. O Bushidô baseava-se, fundamentalmente, no cultivo das virtudes marciais, na demonstração de absoluta indiferença à morte e à dor e na dedicação e lealdade ao seu senhor. "A vida e a morte estavam separadas pelo fio da kataná, assim como viver e morrer são inseparáveis e inevitáveis", escreve Laerte Ottaiano. Os principais preceitos éticos desse código eram: retidão ou justiça, guiri (tem sentido de dever, obrigação. Fala-se, por exemplo, guiri que se deve aos pais, aos superiores, aos inferiores, aos parentes e amigos), coragem, benevolência, polidez, veracidade, sinceridade, honra, dever e lealdade.
Fonte: Planeta Zen
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